PONTOS IMPORTANTES:
- A tokenização de ativos avança com o novo fundo Ethereum do JPMorgan para gerenciar reservas de stablecoin.
- O veículo financeiro investirá em títulos do Tesouro e cumprirá a lei para garantir a segurança regulatória.
- Especialistas destacam a eficiência da tecnologia após testes bem-sucedidos de transferências pela rede Ripple.
O JPMorgan (JPM) solicitou formalmente o lançamento de um fundo monetário tokenizado na rede Ethereum (ETH), visando diretamente emissores de stablecoin que buscar retornos em um ambiente regulamentado.
O veículo, chamado JLTXXinvestirá em títulos do Tesouro dos EUA e acordos de recompra, transformar a dívida pública em um ativo digital de alta liquidez.
A entrada no fundo não é para varejistas: o valor mínimo de investimento foi fixado em US$ 1.000.000. Sob a gestão da Kinexys Digital Assets, O pedido entrou em vigor esta quarta-feira perante a SECembora o banco reserve a data exata em que o fundo começará a operar na rede.
O movimento procura alinhar-se com o Lei GÊNIO e capitalizar em um mercado de ativos do mundo real (RWA) que já ultrapassa US$ 32,2 bilhões tokenizados. Das matérias-primas ao imobiliário, Wall Street está a deixar de ver a blockchain como uma experiência e a tratá-la como a nova infraestrutura de liquidação global.
Eric Balchunas, analista da Bloomberg, destaca que o A comissão de 0,16% é excepcionalmente baixa para um fundo monetário deste tipo. Este lançamento tenta replicar o sucesso do MONY, o primeiro produto da empresa que já oferece aos investidores juros acumulados diariamente através de títulos de dívida de curto prazo.
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Avanços técnicos e desafios regulatórios
A ofensiva do JPMorgan surge depois do piloto da semana passada, onde um Fundo do Tesouro transferido entre EUA e Cingapura via XRP Ledger (XRP) em segundos.
O Morgan Stanley (MS) também deu um passo em abril com seu Carteira de Reservas Stablecoinmostrando que os grandes bancos já estão competindo para salvaguardar as reservas digitais.
Contudo, o FMI emitiu um aviso que diminui o entusiasmo técnico. A organização sustenta que a tokenização transfere o risco sistêmico dos balanços dos bancos para contratos inteligentes e livros contábeis compartilhadosuma área onde as autoridades têm pouco espaço de manobra durante uma crise.
O que permanece sem solução é a finalidade legal destas transações. O FMI adverte que sem leis claras sobre o registo de propriedade, o mercado corre o risco de se fragmentar.
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Como salientou Kevin O’Leary, até que a Lei CLARITY seja aprovada, um enorme capital institucional continuará a olhar para estes avanços com uma mistura de desejo e desconfiança.
A tecnologia está funcionando muito mais rápido que a lei. O JPMorgan está a construir o casino mais sofisticado do mundo, mas o FMI teme que, se o código falhar ou a liquidez evaporar, não haverá banco central capaz de apagar o fogo numa rede descentralizada.
Perguntas frequentes
O fundo JLTXX permitirá que os emissores de stablecoin gerenciem suas reservas em instrumentos regulamentados, como títulos do Tesouro, enquanto geram retornos diários na rede Ethereum.
A tokenização de ativos já ultrapassa US$ 32,2 bilhões e inclui tudo, desde commodities até títulos que aproveitam a eficiência operacional e a rápida liquidação da tecnologia blockchain.
A agência alerta que esta tecnologia transfere o risco bancário para contratos inteligentes e livros-razão partilhados, dificultando a supervisão regulamentar durante episódios de stress financeiro.
