JPMorgan eleva sua projeção para o S&P 500
O JPMorgan Chase aumentou seu preço-alvo para o S&P 500 para 7.600 pontos até o final do ano. A decisão baseia-se na melhoria das perspectivas de lucros, num novo impulso na inteligência artificial e numa redução dos riscos geopolíticos.
Esta nova meta ultrapassa os 7.200 pontos estimados no mês passado, quando a tensão no Médio Oriente era mais elevada.
Melhores previsões de lucros
O banco também ajustou suas estimativas de lucro por ação (EPS):
- Até 2026: subir de US$ 315 para US$ 330
- Até 2027: aumento de US$ 355 para US$ 385
Estes números excedem o consenso de Wall Street e representam um crescimento anual de 22% até 2026.
A alta não depende de avaliação
O JPMorgan manteve seu múltiplo projetado em 22x. Isto significa que o aumento do preço-alvo se deve unicamente à melhoria dos lucros e não a uma expansão na avaliação de mercado.
A equipa liderada por Dubravko Lakos-Bujas indicou que se as tensões geopolíticas reduzirem rapidamente, o múltiplo poderá subir para 23x. Nesse cenário, “isto implicaria um nível S&P 500 de aproximadamente 8.000”.
A inteligência artificial impulsiona o mercado novamente
Um dos principais catalisadores recentes foi o modelo Mythos AI da Anthropic.
O banco destacou que 66% das empresas do S&P 500 ligadas à IA tiveram desempenho superior ao do mercado desde 7 de abril.
Segundo os estrategistas:
“O surgimento do Mythos da Antrópico ajudou a reacender a tendência de alta na IA após um início de ano instável.”
Forte crescimento do investimento tecnológico
A Antrópica triplicou seu ritmo de receita até agora neste ano. Além disso, o JPMorgan espera resultados positivos semelhantes das Big Tech durante a atual temporada de lucros.
Os gastos com inteligência artificial (capex) também mostram uma forte tendência:
- Crescimento esperado de 58% ano a ano
- Projeção de US$ 775 milhões até o final de 2026
- Estimativa de cerca de US$ 800.000.000.000 para o primeiro trimestre de 2027
O banco afirmou que:
“O Capex deve ser visto com menos ceticismo no futuro.”
Riscos de curto prazo no mercado
Apesar do otimismo, o JPMorgan alerta para sinais de sobrecompra. O RSI de 10 dias ultrapassou o percentil 95 após a recente alta.
Os estrategistas indicaram que existe:
“risco significativo de que o mercado entre numa fase de consolidação a curto prazo antes de retomar a sua trajetória ascendente.”
Contexto geopolítico e preços do petróleo
Embora a situação global tenha melhorado, ainda há incerteza. O preço do petróleo bruto permanece perto de US$ 90 por barril.
Expectativas para a temporada de lucros
O JPMorgan espera que os resultados do primeiro trimestre sejam mais positivos do que no trimestre anterior, quando o mercado foi atingido pelo cansaço dos gastos com IA.
O banco também vê espaço para novas revisões em alta nos lucros do S&P 500, embora esclareça que as melhorias recentes estão concentradas principalmente nas empresas de tecnologia e energia.
A revisão baseia-se numa melhoria substancial das perspetivas de lucros empresariais e numa dinâmica renovada no setor da inteligência artificial. O banco projeta um crescimento do lucro por ação de 22% em termos homólogos até 2026, sem depender de uma expansão artificial dos múltiplos de avaliação.
O lançamento do modelo Mythos da Anthropic reacendeu a tendência de alta, permitindo que 66% das empresas ligadas à IA superassem o desempenho do mercado geral. Estima-se que o investimento em infraestrutura tecnológica atingirá 775 mil milhões de dólares até ao final de 2026.
O mercado apresenta sinais de sobrecompra extrema, com o indicador RSI ultrapassando o percentil 95, sugerindo uma possível fase de consolidação iminente. Da mesma forma, a persistência do petróleo perto dos 90 dólares e a incerteza geopolítica continuam a ser factores de pressão para as acções.
