PONTOS IMPORTANTES:
- Greg Abel começou a liquidar posições estratégicas ligadas a Todd Combs após a sua saída para o JPMorgan, reafirmando o seu controlo total sobre a carteira de 300 mil milhões de dólares.
- A empresa reduziu em 80% sua participação na Amazon e se afastou do perfil de investimento que priorizava nomes como Snowflake, Visa e Mastercard.
- Embora Abel confirme a sua confiança na Apple e na Coca-Cola, a notável exclusão do Bank of America da sua lista de ativos principais levanta questões sobre o futuro desta posição.
Greg Abel não perde tempo deixando sua marca na carteira de investimentos da Berkshire Hathaway. Após a saída de Todd Combs para o JPMorgan no final de 2025, o novo CEO começou a desmantelar cargos que antes estavam ligados ao seu antigo lugar-tenente.
O Fim da Era de Todd Combs
De acordo com relatos de O Wall Street JournalAbel já avançou com a venda de ações que eram supervisionadas por Combs, que atuava como gestor de investimentos e chefe da Geico. Combs foi um dos dois gerentes escolhidos a dedo por Warren Buffett para administrar as participações de capital do conglomerado.
Esta transição sublinha a autoridade que Abel exerce sobre a carteira de ações da Berkshire, avaliada em aproximadamente 300.000 milhões de dólares. Com base nas informações disponíveis, é improvável que Abel contrate um novo gestor para substituir Combs. Por sua vez, Ted Weschler permanece na empresa, supervisionando perto do 6% do total da carteira, conforme confirmado pela Abel em sua primeira carta anual aos acionistas.
Mudanças Significativas nas Posições de Investimento
Embora a Berkshire Hathaway não detalhe qual o gestor responsável por cada escolha individual, o mercado tem historicamente associado Combs a uma tendência para os setores tecnológico e financeiro. Sob sua influência, participações em empresas como:
- VeriSign
- floco de neve
- MasterCard e Visa (Estas últimas foram as primeiras compras de Combs após ingressar na empresa, refletindo seu histórico em seu fundo anterior, Castle Point Capital.)
Movimentos recentes reforçam a teoria de uma limpeza de portfólio. Durante o quarto trimestre de 2025, o conglomerado perdeu quase 80% da sua participação amazonaposição que muitos analistas atribuíram diretamente ao julgamento de Combs.
Um foco renovado em ativos essenciais
Na sua carta anual, Greg Abel foi enfático sobre o futuro da estratégia de investimento. “A empresa continuará focada em um grupo restrito de participações principais”, disse Abel, referindo-se a empresas como Apple, American Express, Coca-Cola e Moody’s. Segundo o gestor, trata-se de organizações “posicionadas para capitalizar valor durante décadas”.
Porém, um detalhe que tem chamado a atenção dos investidores é a ausência de Banco da América na referida lista de prioridades. No final de 2025, esta entidade bancária posicionava-se como a terceira maior holding da Berkshire, o que levanta dúvidas razoáveis sobre a sua permanência a longo prazo sob o comando de Abel.
Resumo dos principais dados
| Categoria | Detalhe |
|---|---|
| Valor do portfólio | 300.000 milhões de dólares |
| Ted Weschler Compartilhar | 6% do portfólio |
| Venda na Amazon | Redução de 80% no último trimestre de 2025 |
| Abordagem Estratégica | Concentração em ativos de valor composto de longo prazo |
Abel iniciou uma reestruturação estratégica com a venda de posições ligadas ao ex-gerente Todd Combs, como VeriSign, Snowflake e 80% de sua participação na Amazon. O objectivo é concentrar a carteira de 300 mil milhões de dólares num grupo mais restrito de activos essenciais sob a sua supervisão directa.
A nova gestão terá como foco empresas com capacidade de geração de valor durante décadas, destacando especificamente Apple, American Express, Coca-Cola e Moody’s. Estas empresas constituem o núcleo estratégico onde a Berkshire Hathaway planeia aumentar a capitalização de valor a longo prazo.
O Bank of America, apesar de ser a terceira maior holding do grupo no final de 2025, ficou de fora da lista de prioridades mencionada por Abel. Esta omissão sugere um possível futuro desinvestimento na entidade bancária sob a nova estrutura de comando.
